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1 minuto…

September 11, 2009

… passei por um técnico de limpeza municipal (vulgo “lixeiro” – uma das profissões mais nobres e importantes da nossa sociedade…!) e, passando nas suas costas dirigi-lhe um “boa noite” relativamente formal. Ao que me respondeu um “mmm mm”, a meio som, que interpretei como um “boa noite” de quem não esperava ser cumprimentado. Imediatamente pensei que lhe poderia ter dito de uma forma diferente: mais enérgica, mais entusiasta, mal alto, antes de passar por ele, bastante antes de passar por ele, ao entrar na sua zona publica, nos 3,6m… visualizei-me, durante os meus passos seguintes, a fazer isso mesmo. Liguei imediatamente o pensamento à zona intima das pessoas e que a minha abordagem foi numa zona desprotegida do senhor e que o seu “mmm mmm” foi acompanhado de um movimento lateral e traseiro de quem ganha espaço para ganhar a segurança e definir a sua zona de conforto.

“Curioso!” – pensei… “quando temos uma coisa na mente consciente realmente a mente inconsciente começa a trabalhar para fazer com que sobressaiam, num brilhar, este tipo de acontecimentos! Como é simples perceber as respostas e reacções das pessoas com quem nos cruzamos e como podemos trabalhar de forma a ajudá-las a sentirem-se mais confortáveis”.

De repente, o meu pensamento voltou-se para profissões em que o profissional fosse “obrigado” a estar numa constante zona de desconforto ou inclusive de pânico… médicos… dentistas… otorrinolaringologistas (aqueles indivíduos que, quando nós éramos pequeninos, nos esmagavam a língua com autenticas tábuas de madeira, para verem as bolinhas da nossa garganta, quando nos doíam os ouvidos). Imaginei um dentista que tivesse desconfortável na presença muito próxima de pessoas… ter de fazer isso como profissão deve ser terrível, principalmente se a pessoa não se aperceber porque está sempre em estado de tensao!!! 🙂

Depois, lembrei-me do quanto algumas pessoas (a maioria das que conheço, para ser sincero!) tem um autêntico pavor de ir ao dentista… algumas ficam nervosas 2 ou 3 dias antes do dia da consulta…! Felizmente nunca tive traumas desses, mas aquele pensamento fez luz! É óbvio que haja tanta gente com esse pavor, ou desagrado de elevado grau: estar numa cadeira recostada, indefesos fisicamente, ou em inferioridade, com uma pessoa, desconhecido muitas das vezes (mas definitivamente alguém de quem não se gosta assim tanto), colado na nossa cara, abaixo no nosso ângulo de visão, com uma broca e um bisturi, não será a melhor sessão para pessoas mais sensíveis… 🙂

Identificando a razão inconsciente de um trauma, ou medo, ou desconforto, torna-se bem mais simples a sua resolução…

Tudo isto… num minuto de pensamento…

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